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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Exercícios - linguagem e estilo


Associe os textos seguintes às características predominantes correspondentes a cada um deles. A seguir, marque a alternativa que contém a sequência CORRETA.

1. “Ali, por entre a folhagem distinguiram-se as ondulações felinas de um dorso negro, brilhante... era uma onça enorme. O índio sorrindo e indolentemente encostado ao tronco seco, não perdia um só desses movimentos, e esperava o inimigo com calma e serenidade (...)”
(O Guarani – José de Alencar)
2. “(...) Mas que vejo eu ali... que quadro de amarguras! É canto funeral!... Que tétricas figuras!... Era um sonho dantesco... Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar do açoite... Legiões de homens negros como a noite. Horrendos a dançar...”
(Navio Negreiro – Castro Alves)
3. “No outro dia o herói acordou muito constipado. Era porque apesar do calorão da noite ele dormira de roupa com medo da Caruviana que pega indivíduo dormindo nu. (...) Porém quando se sentiu bom era manhãzinha e quem conta história de dia cria rabo de cutia...”
(Macunaíma – Mário de Andrade)
4. “Haveria um escândalo se as ararinhas-azuis estivessem morrendo uma após a outra nos manduvis do Pantanal (...) Mas não há escândalo nenhum com a morte – em ritmo quase diário – dos indiozinhos que vivem nas aldeias de Mato Grosso do Sul.”
(Revista Veja – 23.3.2005)
( )  Linguagem romântica em que se encontra uma aproximação com a língua viva. As frases são diretas, mas plenas de palavras decorativas.
( ) A linguagem é bem elaborada e até rebuscada. A construção formal é constante, havendo tratamento plástico das palavras e frases.
( ) Texto destituído de linguagem tradicional. Ausência de pontuação, havendo assimilações da linguagem oral e rimas internas.
( ) Texto claro, econômico, informativo. As frases são simples, diretas, elucidativas.

a) 1, 2, 3, 4
b) 2, 1, 4, 3
c) 1, 3, 2, 4
d) 3, 2, 4, 1
e) 1, 2, 4, 3

terça-feira, 2 de abril de 2013

Questão de estilo


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Questão de estilo 4

Escândalo e Literatura


O CASO DO DINHEIRO NA CUECA

"Cueca e dinheiro,
o outono da ideologia
do vil companheiro."

À moda Machado de Assis:
"Foi petista por 25 anos e 100 mil dólares na cueca"

À moda Dalton Trevisan:
"PT. Cem mil. Cueca. Acabou."

À moda concretista:
"PT
Cueca
Cu
PT
Eca
Peteca
Te
Peca
cloaca".

À moda Graciliano Ramos:
"Parecia padecer de um desconforto moral.
Eram os dólares a lhe pressionar os testículos".

À moda Rimbaud:
"Prendi os dólares na cueca,
e vinte e cinco anos de rutilantes empulhações
cegaram-me os olhos,
mas não o raio-x"

À moda Álvaro de Campos:
"Os dólares estão em mim
já não me sou
mesmo sendo o que estava destinado a ser
nunca fui senão isto:
um estelionato moral na cueca das idéias vãs"

À moda Drummond:
"Tinha um raio-x no meio do caminho,
e agora José?"

À moda Proust:
"Acabrunhado com todas aquelas denúncias e a perspectiva de mais um dia tão
sombrio como os últimos, juntei os dólares elevei-os à cueca. Mas no mesmo
instante em que aquelas cédulas tocaram a minha pele, estremeci, atento ao
que se passava de extraordinário em mim.
Invadira-me um prazer delicioso, isolado, sem noção da sua causa. Esse
prazer logo me tornara indiferente às vicissitudes da vida, inofensivos seus
desastres, ilusória sua brevidade, tal como o fazem a ideologia e o poder,
enchendo-me de uma preciosa essência."

À moda TS Eliot:
"Que dólares são estes que se agarram a esta imundície pelancosa?
Filhos da mãe! Não podem dizer! Nem mesmo estimam o mal porque
conhecem não mais do que um tanto de idéias fraturadas, batidas pelo tempo.
E as verdades mortas já não mais os abrigam nem consolam."

À moda Lispector:
            "Guardei os dólares na cueca e senti o prazer terrível da traição. Não a
traição aos meus pares, que estávamos juntos, mas a séculos de uma crença
que eu sempre soube estúpida, embora apaixonante.
            Sentia-me ao mesmo tempo santo e vagabundo, mártir de uma causa e seu mais
sujo servidor, nota a nota".

À moda Lênin:
            "Não escondemos dólares na cueca, antes afrontamos os fariseus da
social-democracia. Recorrer aos métodos que a hipocrisia burguesa
criminaliza não é, pois, crime, mas ato de resistência e fratura
revolucionária. Não há bandidos quando é a ordem burguesa que está sendo
derribada. Robespierre não cortava cabeças, mas irrigava futuros com o
sangue da reação. Assim faremos nós: o dólar na cueca é uma arma que temos
contra os inimigos do povo. Não usá-la é fazer o jogo dos que querem deter a
revolução. Usá-la é dever indeclinável de todo revolucionário."

À moda Stálin:
            "Guarda a grana e passa fogo na cambada!"

À moda Gilberto GIl:
            "Se a cueca fosse verde como as notas, teríamos resgatado o sentido de
brasilidade impregnado nas cores diáfanas de nosso pendão, numa sinergia
caótica com o mundo das tecnologias e dos raios que, diferentemente dos da
baianidade, não são de sol nem das luzes dos orixás, mas de um aparelho
apenas, aleatoriamente colocado ali, naquele momento, conformando uma quase
coincidência entre a cultura do levar e trazer numerário, tão nacional, tão
brasileira quanto um poema de Torquato"

À moda Ferreira Gullar
"Sujo, sujo, não como o poema
mas como os homens em seus desvios"

À moda Paulinho da Viola
            "Dinheiro na cueca é vendaval"

À moda Camões
"Eis pois, a nau ancorada no porto
à espreita dos que virão d'além
na cobiça da distante terra,
trazendo seus pertences, embarcam
minh'alma se aflige
tão cedo desta vida descontente"

À moda Guimarães Rosa:
"No tudo. Ficado ficou.
Era apenas a vereda errada dentre as várias."

À moda Shakespeare
            "Meu reino por uma ceroula!!! "

À moda Dráuzio Varela:
            "Ao perceber na fila de embarque o cidadão à frente, notei certa obesidade
mediana na região central. Se tivesse me sentado ao seu lado durante o vôo,
recomendaria um regime, vexame que me foi poupado pelos agentes da PF de
plantão no aeroporto. Cuidado portanto, nem toda morbidez é obesidade"

À moda Neruda:
            "Cem mil dólares
            e uma cueca desesperada"


Um Haicai:

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Questão de estilo 3

O ÔNIBUS

            O ônibus é um automóvel que ou a gente pega ele ou ele pega a gente. Se a gente está dentro dele é muito engraçado ver como ele vai passando bem justo nos buracos que ficam entre um carro e outro, mas agora se a agente está na rua dá sempre a impressão de que ele vem em cima da gente, e, às vezes, vem mesmo.
            Como ônibus dá muita trombada eu acho que as fábricas já fazem eles velhos, pois eu nunca vi nenhum novo.
            Os carros grã-finos parecem que têm muito medo dos ônibus assim como os meninos grãfinos têm medo de brincar com os moleques pra não se sujar, e vão logo se afastando. Eu acho que o ônibus é o animal feroz das cidades.
Millôr Fernandes. Compozissõis Imfãtis


 A vaca
A vaca é um bicho de quatro patas que dá carne de vaca.
Tem um rabo pra espantar as moscas e uma cara muito séria de quem está fazendo sempre essa coisa importante que é o leite.

O marido da vaca é intitulado boi.
A vaca tem dois estômagos e por isso fica sempre com a comida indo e vindo na boca que, quando a gente faz, a mamãe diz que porcaria!
Já vi ordenhar vaca, que é quando ela faz aquela cara fingindo que não está gostando nada.

Vaca dizem que já custa muito cara viva, agora no açougue custa muito mais e em bife então nem se fala.
A vaca a professora ensina que ela dá leite mas nas horas de tirar é que a gente vê que ela dá mas custa.
Vaca só se alimenta de grama e daí eu não sei porque o leite não é verde.

Se a gente fica perto ela fica olhando com olhar de que a gente fez alguma coisa com ela e ela está muito magoada.
Eu acho que todas as vacas vieram dos Estados Unidos porque ainda não perderam o jeitão de quem masca chiclete.


Produção textual

Millôr Fernandes, com sua reconhecida criatividade, costuma fazer paródia de vários gêneros literários. A partir de fábulas, gênero tradicional de narrativa, inventou as suas "Fábulas fabulosas". A partir da redação escolar, as suas "Compozissões Infãtis", como nos dois textos que lemos. Vamos aproveitar e fazer uma redação cheia de lugares-comuns, de frases óbvias, desprovida de qualquer informação nova e, tanto quanto possível, vazia. Escolha um dos temas abaixo e faça a sua composição infantil.

O cachorro    -   O mar    -      A minha escola        -      Minhas férias

Questão de estilo 2


Os diferentes estilos
Paulo Mendes Campos

 Parodiando Raymond Queneau,  que  toma  um  livro  inteiro  para descrever de  todos  os  modos  possíveis  um  episódio  corriqueiro, acontecido em um ônibus de Paris, narra-se aqui, em diversas  modalidades de estilo, um fato comum da vida carioca, a saber: o corpo de  um  homem de quarenta anos presumíveis é encontrado de madrugada pelo vigia de uma construção, à margem da Lagoa Rodrigo de Freitas, não  existindo  sinais de morte violenta.
Estilo interjeitivo - Um cadáver!  Encontrado  em  plena  madrugada!  Em pleno bairro de  Ipanema!  Um  homem  desconhecido!  Coitado!  Menos  de quarenta anos! Um que morreu quando a cidade acordava! Que pena!
Estilo colorido- Na hora cor-de-rosa da  aurora,  à  margem  da cinzenta Lagoa Rodrigo de Freitas, um vigia de  cor  preta  encontrou  o cadáver de um homem branco, cabelos louros, olhos azuis, trajando  calça amarela, casaco pardo, sapato marrom, gravata branca com bolinhas azuis. Para este o destino foi negro.
Estilo antimunicipalista- Quando mais um dia de sofrimentos e desmandos nasceu para esta cidade  tão  mal  governada,  nas  margens imundas, esburacadas e fétidas da Lagoa Rodrigo de Freitas, e em cujos arredores falta água  há  vários  meses,  sem  falar  nas  freqüentes mortandades de  peixes  já  famosas,  o  vigia  de  uma  construção  (já permitiram, por debaixo do pano, a ignominiosa elevação de  gabarito  em Ipanema) encontrou o cadáver de um desgraçado morador desta  cidade  sem policiamento. Como não podia deixar de ser, o corpo ficou  ali  entregue às moscas que pululam naquele perigoso foco de epidemias. Até quando?
Estilo reacionário- Os moradores da Lagoa  Rodrigo  de  Freitas tiveram na manhã de hoje o profundo desagrado de deparar com  o  cadáver de um vagabundo que foi logo escolher para morrer  (de  bêbedo)  um  dos bairros mais elegantes desta cidade, como  se  já  não  bastasse  para enfear aquele local uma sórdida favela que nos envergonha aos olhos  dos americanos que nos visitam ou que nos dão a honra de residir no Rio.
Estilo então- Então o vigia de uma construção em  Ipanema,  não tendo sono, saiu então para passeio de madrugada.  Encontrou  então  o cadáver de um homem. Resolveu então procurar um guarda. Então o guarda veio e tomou então as providências necessárias. Aí então eu  resolvi  te contar isto.
Estilo áulico- À sobremesa, alguém falou ao  Presidente,  que na manhã de hoje o cadáver de um homem havia sido encontrado na Lagoa Rodrigo de Freitas. O Presidente exigiu imediatamente  que  um  de  seus auxiliares telegrafasse  em  seu  nome  à  família  enlutada.  Como  lhe informassem que a vítima ainda não fora identificada, S. Ex.a, com o seu estimulante bom humor, alegrou os presentes com uma das suas  apreciadas blagues.
Estilo schmidtiano- Coisa terrível é o encontro com um  cadáver desconhecido à margem de um lago triste à luz fria da aurora! Trajava-se com alguma humildade mas seus olhos  eram  azuis,  olhos  para  a  festa alegre colorida deste mundo. Era trágico vê-lo mort. Mas ele não estava ali, ingressara para sempre no reino inviolável e escuro da morte,  este rio um pouco profundo caluniado de morte.
Estilo complexo de Édipo-  Onde  andará  a  mãezinha  do  homem encontrado morto na Lagoa Rodrigo de Freitas? Ela que o  amamentou,  ela que o embalou em seus braços carinhosos?
Estilo preciosista- No crepúsculo  matutino  de  hoje,  quando fulgia solitária  e  longínqua  a  Estrela-d'Alva,  o  atalaia  de   uma construção civil, que perambulava insone pela orla Sinuosa e  murmurante de uma lagoa serena, deparou com a atra e lúrida visão de  um  ignoto  e gélido ser humano, já eternamente sem o hausto que vivifica.
Estilo Nélson Rodrigues - Usava gravata  de  bolinhas  azuis  e morreu!
Estilo sem jeito- Eu queria ter o dom da palavra, o gênio de um Rui ou o estro de um Castro Alves, para descrever o que se  passou  na manhã de hoje. Mas não sei escrever, porque nem todas as  pessoas  que têm sentimento são capazes de expressar esse sentimento. Mas eu gostaria de  deixar,  ainda que sem brilho literário, tudo aquilo que senti. Não sei se cabe aqui  a palavra sensibilidade. Talvez não caiba. Talvez seja uma  tragédia.  Não sei escrever mas o leitor poderá perfeitamente imaginar o que foi  isso. Triste, muito triste. Ah. se eu soubesse escrever.
Estilo feminino- Imagine  você,  Tutsi,  que  ontem  eu  fui  ao Sacha's, legalíssimo, e dormi tarde. Com o Tony. Pois logo  hoje,  minha filha, que eu estava exausta e tinha hora  marcada  no  cabeleireiro,  e estava também querendo dar uma passada na costureira, acho mesmo que vou fazer aquele plissadinho, como  o  da  Teresa,  o  Roberto  resolveu  me telefonar quando eu estava no melhor do sono. Mas o que era mesmo que eu queria te contar? Ah, menina, quando eu olhei da janela,  vi  uma  coisa horrível, um homem morto lá na beira da Lagoa. Estou tão  nervosa!  Logo eu que tenho horror de gente morta!
Estilo lúdico ou infantil- Na madrugada  de  hoje  por  cima,  o corpo de um homem por baixo foi encontrado por cima pelo  vigia  de  uma construção por baixo. A vítima por baixo não  trazia  identificação  por cima. Tinha aparentemente por cima a idade de quarenta anos por baixo.
Estilo concretista- Dead dead man man mexe  mexe  Mensch  Mensch MENSCHEIT.
Estilo  didático-  Podemos  encarar  a  morte  do   desconhecido encontrado morto à margem da Lagoa em três  aspectos:  a)  policial;  b) humano; e) teológico. Policial: o homem em sociedade; humano: o homem em si mesmo; teológico: o homem em Deus. Polícia e homem: fenômeno; alma  e Deus: epifenômeno. Muito simples, como os senhores vêem.
Leitura e produção de texto

1. Na crônica de Paulo Mendes Campos, podemos destacar a variedade de estilos empregada para narrar o mesmo fato. Identifique o que marca cada um dos estilos representados no texto - um recurso de pontuação específico ou a repetição de palavras, ou determinada expressão, por exemplo - e discuta o que é transmitido ao leitor.

2. Escolha um estilo - personagem real ou fictício - e narre a notícia.

Curiosidade

A palavra estilo é originária do latim stilu, a ponta de metal usada na Antiguidade para escrever na madeira. O termo deu origem a estilete e está associado a algo que deixa uma marca

Questão de estilo 1

A marquesa saiu às cinco horas
Paulo Mendes Campos
“Paul Valéry, com seu horror à vulgaridade literária, dizia-se incapaz de escrever um romance por não possuir a coragem de redigir uma frase como esta: A marquesa saiu às cinco horas. Pois se dá que neste momento, em crise de frivolidade, fico pensando nas inúmeras maneiras de descrever um episódio tão banal. Tais como:
*********
* A marquesa talvez tenha saído às oito horas, talvez um pouco antes, talvez um pouco depois, talvez nem tenha saído. Eu pelo menos nem a vi (Tipo mineiro, à la José Maria de Alkmin)
* Ninguém poderia jurar que a marquesa saiu às cinco horas (Tipo agnóstico)
* Se a marquesa saiu às cinco horas, às cinco horas, logicamente, a marquesa não devia estar em casa. (T. policial carioca)
* Teria realmente a marquesa saído às cinco horas? (Cético)
* A marquesa, ô lá lá, saiu às às cinco horas (T. Pichador)
* A marquequequesa sasaiu às cicinco horas (Nervoso)
* Madame la Marquise est sortie à cinq heures (T. francófilo)
* A maphyeza saiu cay ac cihko gopac (Criptografico primário)
* Se a marquesa saiu às cinco horas devia estar ligada a movimentos subversivos (DOPS)
* A MARQUESA SAIU ÀS CINCO HORAS ! (Manchete de vespertino)
* A Marquesa deu a saída às cinco horas ( Repórter esportivo)
* Por que a marquesa saiu às cinco horas? (Marquês)
* A marquesa saiu at five o’ clock (Colunista social)
* A marquesa saiu às cinco en punto de la tarde (Associativo)
* A marquesa saiu , sem a mudança, às cinco horas. (Dono de transporte de móveis)
* A marquesa saiu às cinco horas, mas eu não fui. (Mitômano)
* A marquesa por cima saiu por baixo às cinco horas por cima (Débil mental)
*A-pa marpaquepesapa sapaiupiu aspas cinpincopo hoporaspas (Pueril)
* A marquesa saiu às cinco horas. Uma pouca vergonha. (Ressentido)
* A Msa. saiu às 5 (Sintético)
* Venho pela presente declarar, a quem interessar possa, que a marquesa saiu às cinco horas (Comercial)
* A marquesa saiu às cinco horas na tarde azul rumando ao Sul no barco em flor do meu amor (Bossa nova)
* A marquesa saiu às cincos horas gozando o favor do preceito constitucional que lhe assegura o direito de ir e vir (Bacharelesco)
* A marquesa tá um pavor, minha filha, saiu às cinco horas (Uma Amiga da Marquesa)
* A marquesa saiu às cinco horas como um raio de sol belo e terrível (Augusto Frederico Schmidt)
* &%$#%$@*%$§#%5&*§§£³ (Henry Miller)
* A marquesa saiu às cinco horas lançando pianos na tarde (Murilo Mendes)
* A marquesa saiu às cinco horas, mas posso garantir que aqui na casa do velho Braga ela não esteve .(Rubem Braga)
* Quando soube que a marquesa tinha saído às cinco horas, a macróbia de Boca do Mato me telefonou para dizer: “Essa bruaca já estava sobre a borocochô no baile da Ilha Fiscal” (Stanislaw Ponte Preta)
* A Marquesa! Saiu! Às cinco horas! Ba-ta-ta! (Nelson Rodrigues)
* Eu jamais escreveria: A marquesa saiu às cinco da tarde (Paul Valéry)
* A marquesinha, que gracinha, saiu às cinco horas (Vinicinho de Moraesinho)
* Salve a marquesa/ real turquesa do Brasil/ do Brasil do céu de anil /que saiu às cinco horas /de reco-reco e tamborim/ ai de miiiiiiim ( Escola de Samba)
****

Produção de texto

Você teve oportunidade de conhecer na crônica de Paulo Mendes Campos diferentes estilos. Agora é a sua vez.